Roda de Capoeira. Johann Moritz Rugendas, 1835.

Origem: várias são as hipóteses sobre a Capoeira
Existem duas fortes correntes
Que a Capoeira teria vindo para o Brasil, trazida pelos escravos,
Capoeira como uma invenção dos escravos no Brasil.

Porém, não existem documentos que comprovem estas hipóteses. Infelizmente, o Conselheiro Ruy Barbosa, quando Ministro da Fazenda do Governo de Deodoro da Fonseca, mandou queimar toda a documentação referente à escravidão negra no Brasil, achando que se tratava de uma mancha na história do país que deveria ser apagada.

A sua resolução foi de 15 de novembro de 1890. Ficamos assim, sem saber com fidelidade quando vieram os primeiros escravos e de onde vieram.

O documento mais antigo legalizando a importação de escravos para o Brasil, inclusive indicando o local de procedência, é o alvará de D. João III, de 29 de março de 1559, que permitia que fossem importados escravos de São Tomé.

Porém, um ponto de vista é quase unânime entre os historiadores, no que concerne à hipótese de terem vindo de Angola os primeiros escravos, assim como sendo originária de lá a maior parte de negros importados.

Segundo Waldeloir Rêgo, p. 25, em seu livro Capoeira Angola:

 … tudo nos leva a crer que seja a Capoeira uma invenção dos africanos no Brasil, desenvolvida por seus descendentes Afro- Brasileiros, tendo em vista uma série de fatores colhidos em documentos escritos e sobretudo no convívio e diálogos constantes com os capoeiristas atuais e antigos que ainda vivem na Bahia.

 Convém lembrar que vários pesquisadores que estiveram na África, principalmente em Angola, jamais encontraram vestígio algum de uma luta parecida com a nossa Capoeira. Ainda para reforçar esta hipótese do aparecimento da Capoeira no Brasil, não existem nomes de golpes nem de toques em língua africana, como por exemplo no Candomblé.

Uma indagação que pode ser feita é a seguinte: por quê os africanos não preservaram a linguagem da capoeira como fizeram com tantas outras manifestações vindas com eles da África?

Tudo nos leva a crer que a Capoeira se trate realmente de uma manifestação regional da Bahia.

Johann Moritz Rugendas

Tem Sido Tratado por Vários Estudiosos

Passos de destreza, negaças, agilidade…

Atualmente, são quase unânimes os tupinólogos em aceitarem o étimo Caá, “mato, floresta virgem”, mais Puêra, pretérito nominal que quer dizer “o que foi, e o que não existe mais”.

Em 1712, ele foi registado pela primeira vez por Raphael Bluteau, seguido por Moraes, em 1813.

A primeira proposição de que se tem notícia é a de José de Alencar, em 1865, na primeira edição de Iracema. Propôs Alencar, para o vocábulo Capoeira, o tupi Caa-Apuam-era, traduzido por “ilha de mato já cortado”. Henrique Beaurepaire Rohan propôs o tupi Co-puera, significando “roça velha”.

Para Macedo Soares, o vocábulo vem simplesmente do guarani Caápuêra, “mato que foi”, atualmente, “mato miúdo que nasceu no lugar do mato virgem que se derrubou”. J. Barbosa Rodrigues, no século passado, propôs no seu livro Paranduba Amazonense a forma CaapoêraJá para o Visconde de Porto Seguro, o termo certo é Capoêra.

Atualmente, são quase unânimes os tupinólogos em aceitarem o étimo Caá, “mato, floresta virgem”, mais Puêra, pretérito nominal que quer dizer “o que foi, e o que não existe mais”.

Outro argumento para o vocábulo é a existência, no Brasil, de uma ave chamada capoeira (Odontophores Capueira-Spix) que se acha espalhada por vários estados brasileiros.

Além de ser também encontrada no Paraguai. “Essa ave é também chamada de Uru, uma espécie de perdiz pequena que anda em bandos e no chão”. Antenor Nascente, em 1955, na Revista Brasileira de Filologia, explica porque o jogo da Capoeira se liga à ave.

Informa que o macho da capoeira é muito ciumento e por isso trava lutas tremendas com o rival que ousa entrar em seus domínios.

Concluindo que, naturalmente, os passos de destreza desta luta, as negaças, foram comparadas com os destes homens que, na luta simulada para divertimentos, lançavam mão apenas da agilidade.

Existe ainda o vocábulo português Capoeyra que significa “cesto para guardar capões”.

Semântica

Semanticamente falando, o vocábulo comporta várias acepções, conforme consta do dicionário de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira.

Capoeira1, s.f. – Gaiola grande ou casinhola onde se criam e alojam capões e outras aves domésticas.

Capoeira, s.f. –Terreno em que o mato foi roçado ou queimado para cultivo da terra ou para outro fim. Jogo atlético constituído por um sistema de ataque e defesa (…).

Capoeiragem, s.f. – Sistema de luta dos capoeiras. Capoeirada, s.f. – Conjunto de capoeiristas.

Capoeirano, s.m. – Morador de terras de capoeira.

A turma de Mestre Bimba (Manuel dos Reis Machado) No ano de 1932, Mestre Bimba, fundou a 1ª Academia especializada na Rua do Bângala (Campo da Pólvora), e em 9 de junho de 1937 oficializou a criação do Centro de Cultura Física Regional da Bahia.

Como modalidade desportiva é institucionalizada em 1972 pelo Conselho Nacional de Desportos, Brasil

A Capoeira é uma excelente atividade física e de uma riqueza sem precedentes para ajudar na formação integral do aluno.

Ela atua de maneira direta e indireta sobre todos os aspectos cognitivo, afetivo e motor.

A sua riqueza está nas várias formas de ser contemplada na escola, onde o aluno, através de sua prática ordenada, poderá assimilá-la e atuar nas linhas com as quais se identifica:

Luta – A Capoeira representa a sua origem e sobrevivência através dos tempos na sua forma natural como instrumento de defesa pessoal. Deverá ser ministrada com o objetivo de Capoeira combate e de defesa.

Dança e arte – Na Capoeira a arte se faz presente através da música, ritmo, canto, instrumento, expressão corporal, criatividade de movimentos, assim como um riquíssimo tema para as artes plásticas, literária e cênicas.

Na dança, as aulas deverão ser dirigidas no sentido de aproveitar os movimentos da Capoeira, desenvolvendo flexibilidade, agilidade, destreza, equilíbrio e coordenação em busca da coreografia e satisfação pessoal.

Folclore – É uma expressão popular que faz parte da cultura afrobrasileira e que deve ser preservada, promovendo a participação dos alunos tanto na parte prática como teórica.

Desporto – Como modalidade desportiva é institucionalizada em 1972 pelo Conselho Nacional de Desportos, Capoeira  deverá ter um enfoque especial para alto nível, estabelecendo-se treinos físicos, técnicos e táticos.

Educação – Apresenta-se como um elemento importantíssimo para a formação integral do aluno, desenvolvendo o físico, o caráter, a personalidade, e influenciando nas mudanças de comportamento. Proporciona, ainda, um auto-conhecimento e uma análise crítica das suas potencialidade e limites.

Na educação especial, a Capoeira encontra campo frutífero junto às pessoas com deficiência.

Capoeira como lazer – Como prática não formal através das “rodas” espontâneas, realizadas nas praças, praias, colégios, universidades, festas de largo, etc.

Capoeira filosofia de vida – Muitos são os adeptos que se engajam de corpo e alma, criando uma filosofia própria de vida, tendo a Capoeira como elemento símbolo, e até mesmo usando-a para sua sobrevivência.

Cabe ao professor um papel relevante, orientando e estimulando para que o aluno possa aproveitar ao máximo toda a sua potencialidade.

O Processo de Desportivização da Capoeira

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