Covid-19

Em Março do presente ano foi declarado o estado de emergência devido à pandemia causada pelo Covid-19. A situação de calamidade pública obrigou ao confinamento o que levou à suspensão de praticamente todas as atividades, a desportiva inclusive.
As orientações hoje conhecidas para a Capoeira têm por base, segundo a tutela, uma orientação da Direção-Geral da Saúde para a atividade física e desporto, as sugestões da Associação Nacional de Treinadores de Capoeira – ProCapoeira, e do Conselho Internacional de Associações de Capoeira.
No caso do desporto de Capoeira e conforme já tem sido avançado pela DGS a retoma da atividade será faseada acompanhando o previsto para o Desporto Federado e para já podem arrancar os treinos ajustados à Capoeira garantindo no entanto o distanciamento físico.
De forma a possibilitar a retoma da prática desportiva nos moldes semelhantes aos anteriores, mas sempre com o objetivo de diminuir o risco de transmissão do Covid-19, elaborou-se, com base nas recomendações da Direção Geral de Saúde (DGS) o presente plano de contingência.

PLANO DE
CONTINGÊNCIA
COVID19
PARA INSTALAÇÕES OU RECINTOS FECHADOS UTILIZADOS PARA A PRÁTICA DA CAPOEIRA

1 Capoeira

Entende-se por Capoeira, os múltiplos aspectos desportivos, educacionais,
lúdicos, terapêuticos, artísticos, culturais, místicos, filosóficos e folclóricos
sem distinções de estilo, da Arte Marcial de raiz genuinamente
afro-brasileiro, que por seu processo de formação, estruturação e
fundamentação, abrange características do Desporto.
Podendo também obter ou ter obtido outras denominações ou derivações
de nome, bem como outras que eventualmente possam vir a surgir, todas
sob sua esfera de atribuições, a qual caracteriza-se num sistema de defesa
e ataque, que pode ser utilizada como Arte, Dança, Ginástica, Luta ou Jogo,
individualmente, duplas ou conjuntos, através de movimentos ritmados e
constantes, com agilidade, flexibilidade, domínio de corpo, destreza
corporal, esquivas, insinuações e quedas, fazendo uso de qualquer parte do
corpo, em especial pernas, braços e cabeça.
Tendo como movimento fundamental a ginga, sendo praticada com
acompanhamento de instrumentos musicais, pertinentes aos padrões
tradicionais das chamada Capoeira Angola e Capoeira Regional, nas quais é
indispensável o uso do berimbau.
A Capoeira é reconhecida internacionalmente, património Cultural Imaterial
da Humanidade, aprovação da Organização das Nações Unidas para a
Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). integrante do legado histórico,
fruto do encontro de suas matrizes étnicas: indígena, portuguesa e
africana, devendo ser protegida e incentivada.

1.1 Instalações para a prática de Capoeira
A Capoeira pode decorrer nos mais variados espaços, sejam eles, ginásios,
clubes, associações, salas de treino em espaços recreativos ou centros
sociais e paroquiais, pavilhões desportivos, recintos desportivos ou
artísticos, estúdios, etc… Para o efeito do presente documento será utilizada a expressão “espaço de treino para a prática da Capoeira”
referindo-nos às possibilidades supracitadas.

2 Plano de utilização dos espaços para a prática de
Capoeira
A frequência de utilização para cada espaço está dependente da horário de
ocupação das várias modalidades, quando ocorram num mesmo local.
Independente da modalidade, após cada utilização, deverá proceder-se à
higienização dos espaços para a próxima utilização de acordo com o plano
de higienização e recomendações da Direção Geral de Saúde.

3 Plano de contingência

3.1 Contexto
Em Março do presente ano foi declarado o estado de emergência devido à
pandemia causada pelo Covid-19. A situação de calamidade pública
obrigou ao confinamento o que levou à suspensão de praticamente todas
as atividades, a desportiva inclusive.
As orientações hoje conhecidas para a Capoeira têm por base, segundo a
tutela, uma orientação da Direção-Geral da Saúde para a atividade física e
desporto, as sugestões da Associação Nacional de Treinadores de Capoeira
– ProCapoeira, e do Conselho Internacional de Associações de Capoeira.
No caso do desporto de Capoeira e conforme já tem sido avançado pela
DGS a retoma da atividade será faseada acompanhando o previsto para o
Desporto Federado e para já podem arrancar os treinos ajustados à
Capoeira garantindo no entanto o distanciamento físico.
De forma a possibilitar a retoma da prática desportiva nos moldes semelhantes aos anteriores, mas sempre com o objetivo de diminuir o
risco de transmissão do Covid-19, elaborou-se, com base nas
recomendações da Direção Geral de Saúde (DGS) o presente plano de
contingência.
Este plano deverá ser aplicado por todos/as os/as treinadores/as e demais
especialistas de Capoeira, independentemente do seu grau, em situação
de treino, exercício físico ou preparação física quando estes ocorram em
instalações ou recintos fechados. Informamos que este documento não
contempla as orientações para provas e competição de Capoeira.

3.2 Sensibilização e capacitação
Para se adotarem novas rotinas é necessário que todos/as os/as
treinadores/as estejam devidamente informados sobre a doença bem
como tenham conhecimento do presente Plano de contingência, sendo que
para tal consideramos importante:
• Sensibilizar sobre a doença, disponibilizando folhetos com as
recomendações gerais de prevenção da propagação da COVID-19
(Figura I);
• Disponibilizar folheto com indicação das boas práticas de etiqueta respiratória
(Figura II);
• Disponibilizar folheto com indicação da correta forma de lavar as mãos
(Figura III);
• Disponibilizar folheto com indicação da correta conduta durante o treino de
Capoeira (Figura IV);
• Informar relativamente ao distanciamento social com a imposição de
manter uma distância sempre superior a 2 metros relativamente aos
que o rodeiam em zonas comuns e de 3 metros para a prática de
Capoeira;
• Informar sobre a proibição de todos os tipos de cumprimento social que envolvam contacto físico;
• Sempre que possível, deverá ser medida a temperatura antes da
entrada nas instalações ou recintos e responsabilização de todos os
treinadores sobre o dever de informar sempre que apresentem um
quadro respiratório agudo com tosse (recente ou agravamento da
tosse habitual) ou febre (temperatura igual ou superior a 38ºC) ou
dificuldade respiratória;
• Comunicar ao diretor técnico responsável pela instalação desportiva
ou recinto, caso que tenham estado em contacto próximo ou direto
com alguém infetado pela COVID-19;
• Dever de não orientar qualquer treino caso desenvolvam sinais ou
sintomas sugestivos de COVID-19 devendo contactar a linha SNS
24, através do número 808 24 24 24 , ou o número de emergência
112 , conforme gravidade da situação.
• Reforço da higienização das mãos, que deverá realizar-se conforme
a recomendação da DGS;
• Utilizar obrigatoriamente a máscara durante todo o tempo enquanto
se encontrar no interior das instalações, tendo em atenção as
normas da boa utilização da mesma. A máscara só deve ser retirada
durante o treino.

3.3 Higiene pessoal
Todos os intervenientes ficam obrigados ao cumprimento de uma rigorosa
higiene pessoal que se prende nos seguintes pontos:
• Lavar corretamente as mãos, regularmente e nas seguintes situações:
o À entrada e à saída do espaço de treino para a prática da Capoeira;
o Depois de idas à casa de banho;
o Sempre após tossir ou espirrar e depois de se assoar;

o Sempre que se toque na máscara;
As mãos devem ser lavadas com água e sabão líquido durante pelo menos
20 segundos. Pode também utilizar uma solução antisséptica de base
alcoólica (SABA) que tenha pelo menos 70% de álcool, cobrindo todas as
superfícies das mãos e esfregando-as até ficarem secas.
• Tossir ou espirrar para o antebraço fletido ou usar lenço de papel,
que depois deve ser imediatamente deitado ao lixo e as mãos
devem ser higienizadas. Não tossir ou espirrar para as mãos;
• Não tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos;

3.4 Uniforme, instrumentos e objetos de treino
Todos os/as treinadores/as devem cumprir os seguintes procedimentos:
• Colocar máscaras de proteção para circular dentro do edifício até ao
espaço de treino para a prática da Capoeira e de acordo com a
recomendação da DGS. As máscaras devem ser colocadas (cobrindo
a boca e o nariz), utilizadas e removidas corretamente.
• O uniforme de Capoeira pode ser colocado no local, caso estejam
disponíveis locais apropriados para o efeito ou, em alternativa,
levá-lo já vestido, evitando uma deslocação. A sua utilização é
única, devendo ser mudado diariamente.
• Não é recomendado o uso de luvas. A sua utilização cria a inibição
da higienização das mãos.
• Os instrumentos musicais e todos os objetos que auxiliam o treino
devem ser manuseados única e exclusivamente pelo/a treinador/a
e/ou um/a auxiliar. Devem ser limpos e desinfetados após a sua
utilização.

3.5 Cuidados no treino de Capoeira
As opções metodológicas a adotar devem refletir as restrições impostas
pela pandemia, não descurando, contudo, os princípios e os valores
defendidos nos referenciais da Capoeira.
• Os treinos devem decorrer dentro da normalidade possível, mas
sempre mantendo a distância entre todos os elementos;
• É aconselhado agrupar praticantes que residam juntos (ex.:
familiares), manter as mesmas turmas sempre que possível,
evitando que os praticantes troquem de sessões de treino e de local
de treino.
• Devem evitar-se cumprimentos com contato e toque;
• O período de entrada e saída deve contemplar a necessidade em
fasear a circulação dos/das praticantes, evitando aglomerados.
• A distribuição dos elementos no treino deve ser intervalada (xadrez)
sendo a forma mais segura de manter as distâncias entre todos.
• A prática da roda deve ter em atenção a distância entre os
elementos que a compõem, a distância entre os/as instrumentistas e
o espaço disponível para jogadores;
• Aconselhamos rodas de Capoeira única e exclusivamente compostas
por praticantes do mesmo clube;
• Devem evitar-se cumprimentos com contato e toque no início e
término de cada jogo;
• Não é aconselhado público nem treinos assistidos;
• De forma a minimizar e melhor identificar eventuais linhas de
contágio deverá existir um registo diário dos praticantes.

3.6 Recursos materiais
Por forma a não comprometer o cumprimento do presente plano deverá será mantido o adequado stock de materiais e equipamentos,
nomeadamente:
• Sabão líquido para a lavagem das mãos;
• Toalhetes de papel para secagem das mãos, nas instalações
sanitárias e noutros locais onde seja possível a higienização das
mãos;
• Solução antisséptica de base alcoólica (SABA);
• Máscaras de proteção e luvas descartáveis;
• Contentor de resíduos com abertura não manual, forrado com saco plástico;
• Materiais de limpeza, de uso único, que devem ser eliminados ou descartados
após utilização;
• Produtos de higiene, limpeza e desinfeção.

3.7 Regras de limpeza e desinfeção
O vírus permanece em superfícies durante um período temporal com um
largo intervalo, pelo que a limpeza e desinfeção frequente dos espaços
diminui consideravelmente esse período e o impacto na transmissão do
vírus. Assim sendo, será importante:
● Renovação frequente de ar preferencialmente através da abertura
da porta e janelas. A manutenção dos sistemas de ventilação e
climatização dos edifícios deverão, sempre que possível, ser
reforçadas de forma a manter o local o mais arejado possível;
• Quando utilizado, o ar condicionado não será colocado em modo de
recirculação, dando-se preferência à insuflação de ar novo e
extração contínua.
• Limpeza frequente e desinfeção, das superfícies com maior risco de
transmissão, como aquelas manipuladas ou tocadas por muitas
pessoas. São exemplos destas superfícies: maçanetas de portas,
interruptores de luz, torneiras de lavatórios, manípulos de
autoclismos, tabuleiros, bancadas, corrimões, puxadores de armário, entre outros;
• Estabelecimento e afixação de um plano de limpeza e higienização
das instalações, que deve estar em local visível;
• Existir um sistema de registo da limpeza com identificação das
pessoas responsáveis e a frequência com que esta é realizada.

4 Acessos e circulação
• O acesso dos utilizadores/as e treinadores/as ao interior do edifício
deverá estar assinalada de forma a ser facilmente apreendida;
• A circulação dentro do edifício deverá contemplar um circuito para a
entrada e outro para a saída, sempre que possível.

5 Medidas de proteção

5.1 Proteção coletiva
• Desfasamento no horário da chegada dos/as praticantes, por forma a
que não
se cruzem;
• Controlo de temperatura corporal à entrada do edifício;
• Controlo de acesso ao espaço;
• Distanciamento social;
• Etiqueta respiratória;
• Designação de uma sala para isolamento;
• Colocação de doseadores de solução SABA em cada ginásio e balneário;
• Definição do plano de higienização e afixação do mesmo em local
visível;

• Colocação de sinalética nas instalações, com percursos e regras de
higienização
pessoal.

5.2 Proteção individual
• Uso de máscara;
• Higienização frequente das mãos.

TERMO DE RESPONSABILIDADE

Eu,______________________________________, portador do documento de identificação nº______________, agente desportivo federado da modalidade de ________________ no clube _____________________________, declaro por minha honra, que:
1. Adotarei um comportamento socialmente responsável, cumprindo de forma exemplar as medidas gerais recomendadas pela Direção-Geral da Saúde, na minha vida em sociedade e durante a prática desportiva, designadamente, a etiqueta respiratória, a higienização frequente das mãos, e, sempre que aplicável, o distanciamento físico e a utilização de máscara;
2. Comprometo-me a utilizar máscara em todas as situações previstas e recomendadas pelas autoridades de saúde;
3. Monitorizarei os meus sinais e sintomas, nomeadamente febre, tosse e dificuldade respiratória, durante a prática desportiva;
4. Informarei o meu clube ou federação, de imediato, relativamente a eventuais contactos com indivíduos suspeitos de COVID-19 ou com casos confirmados de infeção por SARS-CoV-2, bem como da manifestação de sinais e sintomas de COVID-19, nomeadamente febre, tosse, ou dificuldade respiratória. Aplicarei esta mesma regra a todos os elementos do meu agregado familiar;
5. Aceito submeter-me a todos os testes e exames laboratoriais determinados pela equipa médica do meu clube, federação ou pelas Autoridades de Saúde;
6. Participarei, sempre que solicitado, nas iniciativas de cariz social e educativo de sensibilização de todos os agentes desportivos e da sociedade para a prevenção e controlo da COVID-19.

____ de _____________ de 202__

Assinatura:

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Assinatura do Encarregado de Educação (no caso de agentes desportivos menores de idade):

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